Planos para controle do desmatamento na Amazônia e no Cerrado são aprovados

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amazoniaA quarta fase dos planos para redução dos índices de desmatamento na Amazônia e no Cerrado foi aprovada, nesta quinta-feira (15), pelo grupo permanente de trabalho interministerial dedicado ao controle e prevenção da devastação.

Os documentos fazem um diagnóstico da situação dos dois biomas e apontam ações que devem ser adotadas para reduzir o desmatamento nas áreas até 2020, ano limite para cumprimento das metas de redução do desmatamento na Amazônia (80%) e no Cerrado (40%).

A nova etapa dos planos terá como eixo temático a criação de instrumentos normativos e econômicos. Serão examinadas questões como ampliação do acesso ao crédito para atividades de manejo florestal sustentável e o fomento a novas iniciativas de captação junto ao mercado financeiro para o setor produtivo.

O incentivo à economia florestal complementará as operações de fiscalização já em curso nos dois biomas. O ministro Sarney Filho destacou que o intuito é estabelecer mecanismo para a subsistência das populações locais e garantir o valor da floresta em pé.

“É preciso dar alternativas econômicas para essas pessoas que vivem na região”, destacou. “Além de fortalecer os diálogos, o novo eixo articulará soluções duradoras para o combate ao desmatamento”, acrescentou.

Clima

Durante a reunião, o ministro Sarney Filho divulgou, também, a conclusão do estudo feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que servirá de referência para a construção da estratégia nacional de implementação e financiamento das metas brasileiras de corte de emissões no contexto do Acordo de Paris.

“É uma importante sinalização sobre os rumos que queremos tomar no nosso processo de desenvolvimento sustentável”, declarou Sarney Filho.

A pesquisa embasará as consultas que serão realizadas no próximo ano aos setores interessados do governo e do terceiro setor. Esses diálogos resultarão em um plano para o alcance da meta de redução de 37% das emissões até 2025 e do indicativo de chegar a 43%, até 2030.

O subsecretário-geral de Meio Ambiente do Itamaraty, embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho, destacou que as políticas de combate ao desmatamento em questão serão fundamentais nesse processo.

Fonte: Portal Brasil


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